Marreta pede comando de favelas para entrar em guerra do tráfico na Vila Kennedy

Polícia Civil investiga se bandido foi chamado para defender território de chefão

Por O Dia

Rio - O controle da venda de drogas na Vila Kennedy passou a ser discutido pela cúpula do Comando Vermelho (CV), facção que atua na região e passou a defender seu território após ataques orquestrados pelo Terceiro Comando Puro (TCP), há quase duas semanas. A quadrilha comandada por Luís Cláudio Machado, conhecido como Marreta, pode entrar na guerra. Para isso, o traficante receberia o controle de bocas de fumo na comunidade.

A Polícia Civil investiga se ele foi chamado para defender o território por Aldair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, chefão do tráfico local dominado pelo CV, que está preso. Marreta teria respondido que só entraria no confronto caso sua exigência fosse atendida pela cúpula da facção criminosa.

Conhecido pelo perfil violento, o traficante fugiu do Instituto Penal Vicente Piragibe através de um túnel ligado à tubulação de esgoto do presídio. Em liberdade, passou a circular por favelas dominadas pelo CV. Comandou o tráfico de drogas no Complexo do Lins até a instalação da UPP na área, em novembro do ano passado.

Antes mesmo da perda de território, passou a se envolver em confronto com facções rivais. Em outubro de 2013, um adolescente apreendido pela 32ª DP (Taquara) com três fuzis disse que o armamento seria entregue à quadrilha de Marreta. Segundo ele, o traficante teria assumido o controle do tráfico de drogas no Morro do Banco, na Barra da Tijuca.

Em novembro, a quadrilha de Marreta espantou rivais do TCP, que tentaram tomar o território dominado pelo CV no Morro do Urubu, em Pilares. No dia 30 de dezembro, voltou a entrar em confronto com a mesma facção rival ao orquestrar uma tentativa de invasão à favela do Muquiço, em Guadalupe.

Na conta da 'primeira-dama'

A guerra pelo controle do tráfico na Vila Kennedy começou na madrugada do dia 8, quando o traficante Fabio Augusto Silva de Souza, o Fabinho Noronha, deixou a facção para integrar o tráfico de drogas do TCP, que atua nas favelas de Senador Camará.

Segundo a polícia, Noronha trocou de facção por ter sido ameaçado de morte pelo chefão, após uma briga com a sua mulher, a "primeira-dama" da área. Segundo a polícia, Noronha saiu de lá levando 15 fuzis, drogas, R$ 1 milhão em dinheiro e cerca de 30 comparsas.

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