Assassino de Eugênio Onça seria usuário de drogas ajudado pela família

Criminoso costumava pedir esmola e teria recebido até ajuda da viúva, na Baixada

Por O Dia

Eugênio Onça teve a casa invadida por bandidosDivulgação

Rio - Familiares de José Eugênio Onça da Silva, coordenador de segurança da Liesa, de 60 anos, morto no sábado durante um assalto a sua casa em São João de Meriti, disseram durante o funeral dele, ontem, que o assassino é um usuário de drogas que eles ajudaram algumas vezes.

“Todos nós temos contato com esse rapaz. Não sabemos o nome, mas ele está sempre na rua pedindo para varrer a calçada em troca de umas moedinhas. A própria Creuza (Maria das Graças), viúva do Onça, já cansou de ajudá-lo até com comida. Ninguém poderia imaginar que ele faria uma coisa dessas”, disse Adriana Guimarães, de 41, sogra de Carlos Eduardo, um dos filhos da vítima. A Polícia Civil está ouvindo testemunhas e buscando câmeras de segurança que possam ter registrado imagens do bandido, que asfixiou a vítima.

No Sambódromo, antes do último ensaio técnico da Vila Isabel, ontem à noite, um grupo de seguranças realizou homenagem a José Eugênio. “Trabalhei com ele por oito anos. O Onça era um chefe exigente, mas justo e correto. Ele sempre dava o melhor de si na função e gostava que sua equipe fizesse o mesmo”, disse Claudio Martins, de 31. Onça também foi ex-vereador em Meriti, na Baixada, e foi chefe de torcida organizada do Flamengo.

Um amigo da família, que preferiu não se identificar, declarou que crimes como esse são comuns na região. “Quando trabalhou como vereador, tentou ajudar as pessoas e sempre foi correto”.

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