Jovem de 17 anos morto em Campinho será sepultado nesta segunda-feira

PMs do 9º BPM (Rocha Miranda) são suspeitos de terem assassinado Fabiano Braga, na madrugada deste domingo

Por O Dia

Fabiano Andrade levou socos e golpe de fuzil na cabeçaReprodução

Rio - O corpo do estudante Fabiano de Oliveira Braga, morto madrugada deste domingo, após ser espancado por soldados da Polícia Militar, em Campinho, na Zona Norte, será sepultado nesta segunda-feira, às 11 horas, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ele, em companhia do amigo Carlos Henrique Vitalino, voltavam de uma festa, numa motocicleta, quando foram interceptados por uma patrulha da PM. Foram espancados e Fabiano foi levado para a UPA de Madureira, onde chegou morto.

Os PMs do 9º BPM (Rocha Miranda) foram autuados pela Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e seriam encaminhados à Unidade Prisional, antigo BEP. “Passamos de moto pela viatura na Rua Maria José e ninguém mandou a gente parar. Depois, vieram atrás e mandaram descer da moto. Dois policiais colocaram a gente encostado na sinuca de um bar que estava fechado e começaram a bater. O Fabiano levou soco no peito e, logo depois, deram com o fuzil na cabeça dele. Ele desmaiou, sem ar, e ainda bateu com a cabeça no chão. Eu recebi socos nas costas”, disse Carlos Henrique, que pilotava a moto e prestou queixa na 29ª DP (Madureira).

“Os policiais fizeram isso a troco de nada, acharam que a gente era vagabundo. A gente gostava de curtir, nem tínhamos bebido. Eles ainda pegaram uma faca e rasgaram o pneu da moto”, acrescentou o barbeiro, que não tem habilitação para dirigir moto. O veículo está registrado no nome da mãe de Fabiano, Renata Braga.

'Meu avô honrava a farda'

“Meu avô era major, honrava a farda. Só que essa mesma farda que eu confiava acaba de tirar meu bem mais precioso. Se meu filho estava errado, sem habilitação, que apreendessem ele, e não o matassem. Ele seria punido por isso, mas estaria vivo”, disse Renata Braga.

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