Por thiago.antunes

Rio - A Prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu por tempo indeterminado a licitação que seria feita para contratar uma nova administração para 13 cemitérios da cidade. A decisão foi tomada porque o conselheiro Nestor Rocha, do Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ), concedeu uma medida cautelar, na terça-feira, para que a concorrência pública não fosse realizada até que todos questionamentos fossem respondidos pela Secretaria Municipal da Casa Civil e examinadas pelo tribunal.

A licitação aconteceria ontem. É a terceira vez que o processo é adiado. Os cemitérios são administrados pela Santa Casa de Misericórdia, que está com dívidas e já foi acusada de má administração pela prefeitura. A instituição chegou a tentar impedir a concorrência pública na Justiça. A alegação era de que 11 dos 13 cemitérios estão em terrenos que pertencem à congregação religiosa. Mas o pedido não foi acatado.

Em janeiro, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) denunciou o advogado e jornalista Dahas Zarur, de 87 anos, ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia do Rio, por formação de quadrilha, apropriação indébita, falsidade ideológica e sonegação fiscal. 

Segundo informações do Gaeco, Zarur é chefe de uma organização que construía jazigos clandestinos (sem a autorização da prefeitura) e os vendia por preços acima do mercado, sem fornecer nota fiscal ou usando documentos frios. Os montantes seriam desviados para as contas de Zarur e outras 23 pessoas envolvidas, entre elas, um funcionário da prefeitura.

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