Por thiago.antunes

Rio - Cerca de 30 toneladas de drogas apreendidas no estado do Rio foram incineradas na última terça-feira, no forno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no sul fluminense. A medida foi autorizada pelo Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio, que, em decisão unânime, acolheu pedido da Polícia Civil.

As drogas estavam armazenadas no prédio do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), no Centro, e em seus postos regionais desde 2010. Nove caminhões fizeram o transporte do material do Rio de Janeiro até a CSN, onde, com a presença de autoridades do Poder Judiciário e da Polícia Civil, foi iniciada a incineração. Segundo cálculos da siderúrgica, a queima total das substâncias durou cerca de 10 horas.

De acordo com o 2º Vice-Presidente do TJ, desembargador Sergio Lucio de Oliveira e Cruz, o Conselho da Magistratura aprovou também resolução com o objetivo de evitar o acúmulo de drogas apreendidas nas dependências da Polícia. “Antes de arquivar qualquer processo, os juízes criminais deverão determinar a destruição desses entorpecentes”, disse.

Segundo a Juíza Auxiliar da Presidência do TJ Alessandra Bilac, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Polícia Civil trabalham na elaboração de uma Resolução interinstitucional com a finalidade de evitar novo acúmulo de entorpecentes, especialmente no que diz respeito às apreensões sem autoria definida.

De acordo com a magistrada, o material cuja incineração foi autorizada pelo Conselho da Magistratura foi todo periciado, ficando guardadas amostras identificadas de cada um dos lotes, para que possam, eventualmente, ser objeto de prova em processo judicial ou inquérito policial.

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