Por bianca.lobianco

Rio - O delegado Carlos Eduardo Rangel, da 22ª DP (Penha), afirmou que já identificou os envolvidos no atentado que vitimou o soldado Wagner Vieira da Costa, 33 anos. Lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, ele levou tiro no rosto enquanto fazia patrulhamento na favela, ontem de madrugada. O estado de saúde dele é considerado grave.

“Vamos solicitar à Justiça a decretação da prisão deles (suspeitos)”, declarou Rangel, ressaltando que a polícia trabalha com o auxílio de moradores. Informações sobre o crime podem ser passadas ao Disque-Denúncia (2253-1177). O anonimato é garantido.

Peritos estiveram no local do crime e recolheram projéteis de pistolas e fuzis de vários calibres. Formado há menos de dois meses na PM, Wagner foi baleado por bandido do Comando Vermelho. Ele estava acompanhado por colegas de farda no ponto de baseamento a pé existente na Rua 29, na localidade Esquina do Pecado.

Por volta das 2h, quatro homens armados saíram de beco na Rua 13, deram tiros e fugiram. O soldado, que tem curso superior de Ciências Sociais, foi socorrido por outros PMs e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. 

Em fevereiro, tráfico matou PM na Penha

O atentado na madrugada de ontem ocorreu a uma distância de cerca de 300 metros do contêiner da UPP do Parque Proletário — alvo de ataques no dia 2 de fevereiro. Na ocasião, a soldado Alda Rafael Castilho, de 27, e o soldado Marcelo Gilliard da Silva Miranda, de 32, foram baleados. Atingida na barriga, Alda — que era professora e estava na corporação desde maio de 2011 — não resistiu.

O soldado Vieira é pai de uma menina de 7 anos, morador de Campo Grande, na Zona Oeste. De acordo com familiares, ele sempre mostrou muito à farda. O policial militar ficou sete anos no Exército e saiu para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde foi agente penitenciário até ser aprovado no concurso para a PM.

Nesses primeiros dois meses de 2014, o Estado do Rio registrou pelo menos 39 policiais baleados. Destes, 22 estavam de serviço — sete em comunidades pacificadas.

Reportagem de Roberta Trindade

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