Por bianca.lobianco

Rio - Proteger os deputados estaduais das manifestações foi uma das principais justificativas para que a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) criasse um projeto de resolução que institui a Polícia Legislativa da Casa. Conforme noticiou o ‘Informe do Dia’ ontem, o texto já está em poder da Mesa Diretora da Alerj e tramitará igual a um projeto de lei — deverá ser aprovado por comissões da assembleia e, depois, votado no plenário.

Para o coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, Ignacio Cano, a medida é desnecessária. “É injustificável criar uma estrutura para investigar um caso que vai acontecer em não sei quanto tempo. Também vai custar uma fortuna montar uma polícia em tão pouco tempo, além de ser impossível criar uma força responsável, ao mesmo tempo, por vigiar e investigar”, disse.

A nova força deverá revistar pessoas, investigar crimes e até abrir inquéritos para serem encaminhados para a Justiça, como a Polícia Civil já faz. Além disso, os agentes poderão andar com armas de fogo pela Casa, o que é proibido pelo atual regimento interno da Alerj. A assessoria do presidente da comissão de segurança, deputado Iranildo Campos (PSD), não soube dizer se esta norma terá que ser revogada, mas afirmou que a atual segurança da Alerj será transformada em Polícia Legislativa e, no futuro, os novos membros serão incluídos por concursos públicos. O Distrito Federal e Minais Gerais já teriam aparato como este.

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