Por adriano.araujo

Rio - Um ônibus que transportava trabalhadores das obras de construção do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), em Itaboraí, foi interceptado, depredado e incendiado na manhã desta quinta-feira. Não há informações sobre feridos.

Nesta manhã, a PM mandou reforço para o acesso pela Rodovia RJ-116. O ônibus queimado ainda está no local. Nem todos os funcionários conseguiram entrar para a jornada de trabalho no dia de hoje.

O movimento de greve parou a construção de parte das obras do complexo desde o mês passado, quando uma pessoa morreu após ser atingida por um tiro disparados por homens em uma moto. Outro também foi baleado. Na ocasião, ônibus também foram queimados ou depredados.

Greve já ultrapassa um mês de duração

Apesar da liminar que determinou a volta dos operários do Comperj ao trabalho, grande parte da categoria enforcou o restante da semana após o recesso do Carnaval. Os trabalhadores só voltarão a se reunir na segunda-feira. A principal reivindicação é um aumento, de 11,5% . Os patrões oferecem 7% de reajuste. Um encanador do complexo, que ganha R$2.202, passaria a receber R$ 2.356,16 com o aumento 7%. O reajuste de 15% elevaria o valor para R$2.532,32.

No dia 27 de fevereiro, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu que a greve era ilegal e determinou o retorno dos empregados, sob pena de multa diária de R$ 10 mil . “Vou tentar costurar uma proposta viável para ser submetida à assembleia. Nós encaminhamos ofício para o patronal a fim de buscar uma alternativa de negociação, porque a decisão da Justiça mandando o trabalhador voltar não vai apressar o processo produtivo”, afirmou, em nota, o presidente do Sindicato, Manoel Vaz.

Iniciada em 2006, a obra do complexo petroquímico deveria ser entregue em 2012. Com sucessivos atrasos, apenas 68% da contrução foi concluída até agora. A Petrobrás informou que “vai avaliar possíveis impactos ao empreendimento após a normalização dos trabalhos para implementar medidas mitigadoras, se necessário”.

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