Por thiago.antunes

Rio - O corpo da jovem Francisca Gleiciane Oliveira da Silva, 18 anos, foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio, na tarde desta quinta-feira. O pai da vítima, Antônio Emanuel Marques da Silva, 48 anos, estava inconformado. "Quero que peguem quem fez isso com ela. Esse monstro merece justiça", disse Antônio, muito emocionado. Gleici foi encontrada morta em um bar na Favela da Rocinha, a poucos metros de casa, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

Dezenas de amigos e familiares compareceram ao cortejo. Uma das amigas de Gleici, como era conhecida, afirmou que a vítima dizia que uma pessoa rondava sua casa. "Ela morria de medo. Contou que uma vez tentaram forçar a maçaneta. Achava que era coisa da cabeça dela", afirmou Stephany de Oliveira, 18 anos.

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Antônio contou que viu a filha pela última vez na segunda-feira à tarde. "Ela pediu dinheiro para fazer um lanche. Dei R$ 50 e ela me deu um abraço e um beijo. Eu voltei para pegar o celular e ganhei mais um beijo. E eu encontrei ela morta, a sandália dela na porta da frente do bar. O cara fez isso a 10 metros da minha casa", revelou, entre lágrimas.

Amigos e familiares choram a morte de Francisca Gleiciane Oliveira da Silva%2C de 18 anos. Ela estava desaparecida desde a última terça-feiraFoto%3A Carlos Moraes / Agência O Dia

Às 16h40, o caixão foi baixado e os presentes cantaram o hino do Flamengo, time que Gleici torcia. "Era ela uma menina alegre, extrovertida e caseira. Não era de ficar indo a baile", afirmou Matheus da Silva Soares, 19 anos, colega da vítima.

A vendedora Thais do Nascimento Pereira, 21 anos, contou que Francisca era bastante estudiosa: "Estava ajudando a Gleici a fazer currículo para ajudar o filho dela. Ela terminou o segundo grau ano passado. Não faltava um dia sequer na escola e era muito dedicada.

Pai da jovem Gleice%2C Antônio Emanuel%2C 48 anos%2C é consolado durante o velório da filhaCarlos Moraes / Agência O Dia

Os delegados Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso da Divisão de Homicídios (DH), que cuida do caso, foram ao enterro. Fábio revelou que um suspeito foi identificado. "Já ouvimos parte da família. Nesses crimes, as informações são bem concentradas. Por isso estamos aqui. A DH já ouviu entre cinco e sete entre familiares e testemunhas e identificamos um rapaz", contou.

Padrinho diz que vítima estava sendo perseguida

Segundo Evandro Souza, padrinho da vítima, Gleice saiu de casa para encontrar os amigos na noite de segunda-feira e não voltou. A família desconfiou quando no dia seguinte, os próprios amigos foram saber o motivo da menina não ter aparecido no encontro. Em seguida, foi registrada queixa na 11ª DP (Rocinha).

Gleice Oliveira%2C de 18 anos%2C tinha um filho e foi enterrada nesta quinta-feira%2C em BotafogoReprodução Internet

Ainda de acordo com Evandro, Gleice, que já havia dito que sentia estar sendo perseguida por um homem, foi encontrada nua, amarrada com suas próprias roupas e apresentando sinais de estrangulamento e uma pancada na cabeça. Ele também acredita que a jovem tenha sido violentada. Policiais da Divisão de Homicídios (DH) da Capital estão investigando o caso.

O velório de Gleice acontecey na manhã desta quinta-feira, na capela localizada na Vila Verde, na própria Rocinha. O enterro será às 16 horas, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul.

Nas redes sociais, amigos de Gleice organizam uma manifestação, às 18 horas, na Passarela da Rocinha. Eles prometem cobrar por justiça no caso da jovem.

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