Por paulo.gomes

Rio - Gari que virou símbolo da categoria e que por diversas vezes participou de promoções da prefeitura, Renato Sorriso é a favor do movimento deflagrado por colegas. Ele foi ouvido pelo repórter Aurélio Gimenez, na madrugada de terça, no camarote da Brahma — estava lá como contratado da cervejaria. Pouco antes de ir varrer a avenida que transformou em palco para sua dança, ele foi direto ao falar sobre a greve: “Apoio, eu sou gari”.

— Como o sr. analisa todo esse lixo espalhado?
— Acho que quando homens lutam pelos seus direitos, por melhor qualidade de vida e por condições de trabalho, a greve, a reivindicação é válida. Mas também deve haver respeito pela empresa.

— Mas essa manifestação é legítima?
— O homem é livre para fazer o que acha melhor por seus direitos.

— O senhor participou das manifestações?
— Tenho acompanhado tudo de longe por conta dos meus compromissos com o Carnaval.

— O sr. apoia a greve?
— Apoio, eu sou gari também.

Você pode gostar