Por bferreira

Rio - A maioria das famílias costuma ter um gato ou cachorro como animal de estimação. No máximo, um coelhinho, furão ou porquinho-da-índia para ser um pouquinho diferente. Outras fogem, no entanto, do tradicional e preferem criar pets um tanto exóticos e silvestres. É o caso do dentista André Caffaro, que, apaixonado por bichos estranhos desde criança, decidiu manter um minizoo. Em sua casa, no Grajaú, vivem um casal de jiboias, duas corujas, uma arara-vermelha, dois lagartos, um jabuti, um ouriço africano e, para não fugir muito do normal, quatro cães.

André Caffaro e a filha Paula têm um minizoo em casaCarlo Wrede / Agência O Dia

Todos os animais têm licença ambiental fornecida por criadouros autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O documento é uma exigência para quem deseja criá-los como animais domésticos.

Esse cuidado é muito importante, para evitar o comércio ilegal de animais silvestres. Os bichos também recebem um microchip com número de identificação. Dessa forma, se o animal licenciado morrer, o documento não poderá ser usado na comercialização de outras espécies.

Apesar da beleza dos animais, a criação de animais silvestres não é indicada para qualquer pessoa. “Cobra não come carne moída. Tem que ser alimentada com ratos, que podem ser congelados. Tem gente que não tem perfil para lidar com isso, então é melhor ter gato”, adverte o veterinário Rafael Nudelman, do Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras), da Universidade Estácio de Sá.

Bichos exóticos geralmente são vendidos a preços altos e precisam de cuidados especiais. “Jiboias e araras têm que ser manuseadas três vezes por semana. Se deixá-las sozinhas ficam bravas e podem machucar”, ensina André Caffaro.

Como os répteis são animais de sangue frio, incapazes de gerar calor corporal, eles precisam de uma fonte de aquecimento, como placas ou lâmpadas que substituam a luz solar. Podem ser bons companheiros e muito dóceis, mas com a orientação de um veterinário e a supervisão de um adulto.

Em vez do cachorro, a filha de André, Paula, 13 anos, leva as jiboias Ruth e Virgínia para passear pelo bairro. “Todo mundo para para ver. Na escola, a excursão era aqui em casa”, conta ela, que até pouco tempo tinha medo de barata.

Para quem pretende adotar um pet exótico, a dica é procurar um criadouro autorizado como um desses: www.tamavita.com (aves), www.jiboiasbrasil.com.br e www.exoticaves.com.br (aves, roedores, répteis, peixes, pequenos mamíferos).

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