Por thiago.antunes

Rio - O juízo da 33ª Vara Criminal do Rio determinou, nesta terça-feira, o arquivamento do inquérito contra o ator e vendedor Vinícius Romão de Souza, que ficou preso por 16 dias na Penitenciária Patrícia Acioli, em São Gonçalo, após ter sido reconhecido indevidamente por uma vítima como o homem que a teria assaltado. A decisão judicial aceitou parecer do Ministério Público estadual, que explicou o arquivamento do caso pela falta de elementos que justifiquem uma ação penal.

“De fato, o teor do novo termo de declarações prestado pela vítima, altera todo o conjunto de indícios. Isto porque a vítima retratou-se quanto ao reconhecimento do acusado, indicando que teve dúvidas sobre a autoria do crime e admitindo a possibilidade de ter se equivocado", narra trecho da decisão do TJ

A vítima do assalto confundiou Dione Mariano da Silva%2C 24 anos. com o ator Vinícius Romão%2C que ficou preso por 16 diasMontagem

Considerando ainda que ficou comprovada a ocorrência do roubo, foi determinado inquérito à 25ª DP (Engenho Novo) para prosseguimento das investigações, com o objetivo de esclarecer a autoria do crime.

Ator: 'Vou processar o estado'

A Corregedoria da Polícia Civil informou que vai investigar denúncia de Vinicius Romão, que ficou preso 16 dias sob acusação de roubo que não cometeu. O ator disse em depoimento ontem que vários pertences que carregava no dia da prisão desapareceram após ser levado à 25ª DP (Engenho Novo).

“Vou processar o estado, o delegado e o policial (que me prendeu na rua)”, disse ao portal de notícias ‘G1’.

Em depoimento, Vinícius informou que par de tênis, as meias, braçadeira, dois celulares (um Nokia e um Motorola) e fones de ouvidos foram deixados em gaveta de móvel que ficava em frente à cela onde estava na delegacia.

No dia 10 de fevereiro, uma copeira foi assaltada no Méier e acusou Romão, que passava na rua e acabara de sair do trabalho. Semanas depois, voltou atrás e disse que poderia ter se confundido. Na semana passada, Dione Marinho foi preso sob acusação do crime. Ele nega.

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