Por thiago.antunes

Rio - A Divisão de Homicídios (DH) investiga se o tiro que matou Alexander da Silva Ramos, de 18 anos, baleado na cabeça há duas semanas ao passar de moto pela Avenida Brasil, na Vila Kennedy, partiu de policiais do 14º BPM (Bangu) que faziam uma operação na área. A vítima iria ingressar no Exército no dia seguinte e estava com um amigo na garupa, que acabou ferido no braço.

Alexander (à frente) e o amigo ferido pouco antes da tragédiaReprodução

Quando Alexander foi morto, o ambiente era de tensão, por causa dos tiroteios entre facções rivais, que disputavam o controle do tráfico local. Em depoimento à DH, os PMs disseram ter sido atacados por bandidos em um carro, que atiraram na direção deles. Eles também contaram que ouviram mais tiros e encontraram os dois jovens caídos, próximo a uma moto.

Na época, a hipótese era de que os disparos tivessem partido de traficantes. Entretanto, a versão contada pelo sobrevivente fez com que a DH assumisse outra linha de investigação. Embora não tenha observado de onde partiram os disparos, a vítima, um garoto de 17 anos, afirmou ter visto policiais antes de ser atingido.

“Ele disse que presenciou um tiroteio entre policiais e traficantes. Mas conseguiram entrar numa rua e se abrigar. Quando voltaram à Avenida Brasil, foram atingidos”, disse o delegado Alexandre Herdy.

No seu perfil no Facebook, o garoto postou uma foto na garupa da moto com Alexander, horas antes da morte do amigo. “Tu vai ser lembrado pra sempre. Só nós sabemos o que a gente passou”, escreveu.

A Divisão de Homicídios solicitou imagens de câmeras instaladas na área e pediu ao comando da Polícia Militar uma lista com a relação dos policiais que estavam perto do local. Em nota, a PM explicou não ter recebido o pedido. Mas se colocou à disposição para colaborar com as investigações do caso.

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