Por thiago.antunes

Rio - A 38ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do estado, na Vila Kennedy, terá efetivo de 250 PMs e será inaugurada no dia 25. A comunidade e a vizinha Favela da Metral, ambas em Bangu, serão ocupadas nas primeiras horas desta quinta-feira. A guerra entre traficantes rivais na região — com confrontos intensos nos últimos meses — fez com que a Secretaria de Segurança antecipasse a ocupação, prevista para junho.

Nesta fase, o processo de pacificação será diferente dos demais. A começar pelo aparato, que não contará com a Polícia Civil. Somente a Polícia Militar vai operar no terreno, utilizando a tecnologia como apoio. A UPP ficará na Vila Kennedy, e a Metral receberá um posto avançado. Até a noite de ontem, o comandante não havia sido definido.

Homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 14º BPM (Bangu) serão os primeiros a entrar nas duas comunidades. A ação vai contar com apoio do helicóptero blindado da PM, que enviará imagens direto para uma plataforma de observação elevada — um caminhão com câmeras e que recebe imagens via satélite, para monitorar a movimentação de criminosos.
Após a retomada do território, policiais de outras UPPs serão responsáveis pelo trabalho de aproximação com os moradores.

Depois, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil devem cumprir mandados de prisão. Enquanto isso, a cúpula da Secretaria de Segurança estará reunida no Centro Integrado de Comando e Controle, na Praça 11, monitorando a ocupação.
Desde o início do mês, policiais e agentes da Inteligência têm feitos ações na região, na tentativa de prender suspeitos.

Nesta terça-feira, policiais do Bope fizeram o reconhecimento da área. Só houve tensão devido à queda de luz, à noite. Moradores se reuniram na praça principal e adolescentes jogaram lixo na Avenida Brasil. A situação foi contornada com a chegada de PMs.

A data escolhida para ação, nesta quinta-feira, também difere da maioria das ocupações, realizadas nos finais de semana quando há menos moradores nas ruas.“É a demonstração de que essa política veio para ficar. Se olharmos a Região Metropolitana, daremos de cara com comunidades que carecem de política de pacificação. É o grande legado do meu governo. E vai ser assim enquanto estivermos aí”, disse o governador Sérgio Cabral.

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