Caso Amarildo: Justiça realiza nova audiência de instrução e julgamento

Foram ouvidas sete testemunhas de acusação, sendo três policiais civis e quatro policiais militares

Por O Dia

Rio - O juízo da 35ª Vara Criminal da Capital retoma nesta quarta, às 13h, a audiência de instrução e julgamento dos 25 policiais militares acusados de terem torturado e desaparecido com o corpo do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, na Rocinha, Zona Sul do Rio. 

Esta será a terceira audiência. Até agora, foram ouvidas sete testemunhas de acusação, sendo três policiais civis e quatro policiais militares. Serão ouvidas novas testemunhas de acusação. Passada essa etapa, pelo menos 20 testemunhas de defesa estão pautadas para depor em juízo.

Na última quinta-feira, o juízo negou o pedido de liberdade provisória dos policiais militares réus Douglas Vital, Jorge Luiz, Marlon Reis, Reinaldo Gonçalves e Victor Pereira, além do pedido de transferência para o Batalhão Especial Prisional feito pela defesa dos réus Edson Raimundo dos Santos e Luiz Felipe de Medeiros. Os réus respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual, omissão imprópria e formação de quadrilha.

Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, após abordagem policialEfe

Relembre o caso

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza teria sido levado por policiais militares para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no dia 14 de julho do ano passado para averiguação de envolvimento com o tráfico. Ainda segundo o MP, outros PMs são acusados de participar da ação por terem vigiado ao redor da base ou por não terem impedido os supostos atos de tortura contra Amarildo. Os policiais militares também são suspeitos de ter desaparecido com o corpo do ajudante de pedreiro.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, aponta que o tenente Luiz Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital torturaram o ajudante de pedreiro. Outros policiais militares, entre eles o major Edson Santos, antigo comandante da UPP da Rocinha, são acusados de fazer vigília da base, no momento do ato, e de serem omissos, por não terem impedido a tortura.

Elisabete Gomes, viúva de Amarildo Efe




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