Por thiago.antunes

Rio - A morte de Cláudia da Silva Ferreira, 38 anos, que foi baleada e teve o corpo arrastado por 350 metros por um carro da Polícia Militar no domingo, após ação de PMs no Morro da Congonha, em Madureira, repercurtiu na imprensa internacional. A maioria das manchetes, condena a ação dos três policiais. Presa ao porta-malas do veículo por um pedaço de roupa, a vítima teve parte do corpo dilacerado.

"Rio police drag dying woman behind car" (Polícia do Rio arrata mulher moribunda atrás de carro)", narra manchete da "Turkish Press", site turco de notícias. Horrifying moment: woman is dragged behind a police car" (Momento de horror: mulher is arrastada atrás de um carro da polícia), escreve o inglês 'Daily Mail'.

'Daily Mail' condenou ação de PMs e classificou cena de corpo arrastado como 'horripilante'Reprodução

Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, a causa da morte foi causada por "ferimento transfixiante do tórax por ação perfurocortante", ou seja, disparo de arma de fogo, conforme O DIA mostrou hoje. O laudo, já entregue à 29ª DP (Madureira) mostra ainda que a vítima sofreu lesões no corpo inteiro no momento em que foi arrastada pela viatura do 9º BPM (Rocha Miranda). Segundo o documento, o corpo apresentava lesões no lado direito do rosto, do lado esquerdo na altura do queixo. Na parte do antebraço direito, no cotovelo esquerdo e na perna direita.

Ainda segundo a corporação, a tranca do porta-malas da viatura dos PMs não tinha defeito. O trio foi preso no Complexo Penitenciário de Bangu 8 e, na tarde desta terça prestou depoimento na Auditoria de Justiça Militar.

Os subtenentes da Polícia Militar Rodney Miguel Archanjo e Adir Serrano Machado e do 3º sargento Alex Sandro da Silva Alves foram indiciados por infringirem o artigo 324 do Código Penal Militar, ao deixarem, no "exercício de função, de observar lei, regulamento ou instrução, dando causa direta à prática de ato prejudicial à administração militar".

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