Por thiago.antunes

Rio - A professora municipal Marcelle Falcão Nicolau afirmou em uma rede social ter sido agredida pela mãe de um aluno no Ciep Antônio Candeia Filho, em Acari, Zona Norte do Rio. Segundo a postagem no Facebook, Marcelle foi atacada pela mulher quando proibiu que duas meninas, supostamente irmãs, se sentassem juntas, já que a mais velha copiaria o dever da mais nova.

"Estou de licença até o dia 21, mas continuo preocupada com a segurança e integridade física dos meus amigos de trabalho e das crianças da minha escola, pois segundo fui informada pelas mães, temos que ter cuidado porque a "mãe" q me agrediu continua rondando o Ciep e na quinta levou as alunas para ter aula comigo", narra trecho da postagem.

Marcelle informou ainda que fez boletim de ocorrência e uma sindicância já foi aberta para apurar o caso. A professora disse que vai comunicar o caso ao Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe). Dias depois, ela fez outra postagem na rede social, onde denunciou descaso durante procedimento médico: 

"Gostaria de agradecer à Deus, minha família e toda equipe do Ciep Antônio Candeia Filho pelo apoio. Estou triste e principalmente abalada com tudo que aconteceu. Ontem depois de tudo o que aconteceu me questionei se realmente tinha escolhido a profissão certa, hoje tenho certeza que sim. Sou PROFESSORA com muito orgulho e tudo que tenho e estou conquistando é graças a minha escolha. Fiquei realmente indignada com a falta de respeito dos profissionais de saúde da UPA de Rocha Miranda, onde fiquei de 15:20 até 19h sem nenhum tipo de atendimento e quando passei pela triagem a atendente nem aferiu minha PA depois de todo o ocorrido. Fui muito bem atendida no PAM de Irajá onde descobri que tive um pico hipertensivo devido ao momento de grande emoção. Também queria agradecer aos policiais que nos acompanharam durante todo esse tempo. Só peço aqui que eu não seja só mais uma nas estatísticas de violência nas escolas, pois o professor é sempre culpado de tudo e eu fui agredida e insultada simplesmente porque estava fazendo o meu trabalho, por querer uma vida melhor para os meus "filhos" como costumo chamar meus alunos", finalizou.

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