Por paulo.gomes

Rio - Foram quase 18 horas de julgamento para que a família da juíza Patrícia Acioli, morta em agosto de 2011, pudesse comemorar a sentença imposta ao tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que foi condenado a 36 anos de prisão. Marly Acioli, mãe da juíza e que acompanhou todo o julgamento comemorou a decisão da Justiça vestida com a toga da filha.

"É muita alegria! Olha aqui (mostrando da toga) eu vou levar para as minhas netas (filhas da Patrícia)", disse.

A mãe da juíza Patrícia Acioli%2C Marly Acioli%2C comemorou com a toga da filha a condenação do tenente-coronel Cláudio LuizAgência O Dia

A irmã da juíza, Simone Acioli, também não escondeu a satisfação com a condenação do sétimo PM envolvido no assassinato.

"A família está muito feliz já que a Justiça foi feita. Era um julgamento que a gente considerava muito difícil, mas estamos satisfeitos e que isso sirva de lição para os outros casos. Esperamos agora o julgamento dos outros quatro", afirma.

O promotor de Justiça Leandro Navega lamentou a presença de policiais militares envolvidos em casos como o do assassinato de Patrícia Acioli

"Conseguimos provar que existia uma quadrilha em São Gonçalo e isso é muito triste. O mais triste é saber que essa quadrilha era comandada por um tenente-coronel da PM", afirma.

Tenente-coronel Cláudio Luiz foi condenado a 36 anos de prisãoSeverino Silva / Agência O Dia

Segundo o Ministério Público, os 11 policiais denunciados queriam se vingar da juíza porque ela costumava condenar PMs por desvios de conduta. Em depoimento, José Carlos Guimarães, chefe da Divisão de Homicídios do Rio na época do crime, disse não ter dúvidas de que o oficial foi realmente o mandante da morte de Patrícia.

Cláudio Luiz, que chegou ao Fórum de Niterói nesta quinta-feira algemado, magro e bem abatido, foi o sétimo PM julgado e condenado. Os outros seis são: Carlos Adílio Maciel dos Santos, Jefferson de Araújo Miranda, Júnior Cézar de Medeiros, Sérgio Costa Júnior e Daniel Santos Benitez Lopes. Mais quatro réus serão julgados no dia 3 de abril.

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