Justiça quer 50% dos garis nas ruas

Sindicato promete cumprir decisão em Niterói, mas mantém a greve

Por O Dia

Rio - O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio determinou ontem o retorno imediato de pelo menos 50% do efetivo dos garis de Niterói ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao sindicato da categoria. Os funcionários da Clin decretaram greve na quinta-feira, após a prefeitura rejeitar a proposta de aumentar em 25% o salário-base, que elevaria os vencimentos dos atuais R$ 694 para R$ 874, valor do piso estadual. A Clin propôs a equiparação somente em 2015. Na próxima segunda, será realizada uma audiência entre a empresa e os trabalhadores.

Segundo Nézio Francisco, diretor do Sintacluns, sindicato que representa a categoria, a determinação do TRT será acatada, mas a greve continua. “O sucesso da greve da Comlurb nos animou. Cinquenta por cento do efetivo volta às ruas, mas vamos continuar o movimento”, declarou Nezio, que promete montar piquetes hoje na porta da Econit, empresa que presta serviços para Clin. “Acredito que a cidade estará tomada por lixo na segunda”, disse.

O diretor do sindicato lembra que as negociações para o aumento salarial começaram ainda em janeiro, mas os valores propostos sempre estiveram abaixo do piso estadual. A categoria também quer o aumento do vale-refeição, de R$ 11 para R$ 20. “Nós queremos o mínimo, já abrimos mão de várias coisas. Aceitamos R$ 17, R$ 18 de vale”, indicou Nézio. “Esse ano é eleitoral. E ainda temos a Copa do Mundo para usar de arma nas negociações”.

Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que a decretação da paralisação ‘levou as negociações de volta à estaca zero’. O texto conta ainda que a Clin herdou dívidas trabalhistas superiores a R$ 50 milhões e que ‘as propostas estão no limite das possibilidades e da Lei de Responsabilidade Fiscal’.

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