Por adriano.araujo

Rio - Além de duas testemunhas que já prestaram depoimento sobre os tiros que atingiram a servente Cláudia Silva Ferreira, no dia 16, outras duas pessoas, que afirmam ter visto de longe o fato, devem ser ouvidas nesta segunda-feira. Neste domingo, moradores e parentes de Cláudia fizeram uma festa de aniversário para os filhos gêmeos da servente no Morro da Congonha.

De acordo com o advogado da família de Cláudia, João Tancredo, estas novas testemunhas podem reforçar o que já foi dito por uma vizinha da servente, que afirma ter presenciado o momento em que os dois policiais militares balearam Cláudia.

“Temos mais duas pessoas que estavam no alto de uma casa, do outro lado da rua, a cerca de 30 metros de distância, que confirmam a versão da vizinha”, explica Tancredo. Ele irá se reunir hoje com o deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, para analisar o pedido de proteção às duas testemunhas que foram já ouvidas.

Nesta semana, o caso sobre a morte de Cláudia pode tomar um rumo certeiro, pois o resultado da perícia complementar, solicitada pelo advogado da 29ª DP (Madureira), deverá sair nos próximos dias. Carlos Henrique Machado pediu ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), informações sobre o tipo da arma que foi usada no homicídio e uma estimativa do tempo da morte da servente. Com estes dados, o delegado pretende realizar, até a semana que vem, uma reprodução simulada.

Festa de aniversário de 10 anos dos gêmeos era o sonho de CláudiaONG Rio de Paz

Festa e homenagem

Dispostos a realizar o sonho de Cláudia, que era fazer a festa de aniversário de 10 anos de seus filhos gêmeos, Pablo e Pâmela, moradores reuniram na praça da comunidade neste domingo,— chamada agora de ‘Praça da Cacau’— para cantar parabéns às crianças e homenagear a servente. “Eles queriam que a mãe estivesse aqui, mas o carinho das pessoas acaba confortando”, contou o viúvo de Cacau, Alexandre Fernandes. A ONG Rio de Paz aproveitou a homenagem para fazer um protesto no local. Com spray vermelho, eles demarcaram a rua onde a moradora foi morta.

laudia foi atingida por tiros no dia 16, próximo de sua casa, no Morro da Congonha. Três policiais a colocaram no porta-malas da viatura com a justificativa de socorré-la. A caminho do hospital, a mala abriu e o corpo foi arrastado por mais de 350 metros. Os policiais chegaram a ser presos mas foram soltos na última sexta.

Você pode gostar