Metrô: Estação Uruguai é inaugurada diferente do prometido

Ao contrário do anunciado, não tem refrigeração nem portas com dispositivo de segurança

Por O Dia

Rio - Ela chegou para facilitar a vida de muita gente, mas a estação Uruguai é diferente da que o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, anunciou em 2011, no início das obras. Ela seria a primeira do Brasil totalmente refrigerada e com sistema de portas de plataforma com dispositivos que evitam que os passageiros caiam nos trilhos energizados. Porém, ela foi inaugurada sem as portas e o ar-condicionado. Também não tem ventiladores.

Segundo as explicações do secretário quando anunciou as “inovações”, as portas na plataforma de embarque só seriam abertas com a liberação simultânea das portas dos trens e o sistema de refrigeração garantiria a climatização de toda a estação. O diretor de Infraestrutura da concessionária MetrôRio, Ricardo Colares, também afirmou que as portas da plataforma era uma tecnologia que a concessionária estava importando.

O modelo da estação divulgado anteriormente%2C com portas isolando os trilhosDivulgação

Mesmo com a exclusão dos modernos itens, o orçamento não diminuiu. Pelo contrário, aumentou de R$ 220 milhões para R$ 250 milhões. Questionada sobre os itens não feitos, a Secretaria de Transportes respondeu que informações sobre a estação Uruguai são “direto com a concessionário MetrôRio”.

A concessionária declarou que “verificou, após estudos técnicos, que as portas de plataforma não eram necessárias, pois isso acarretaria na mudança de todo o sistema de sinalização da linha 1, já modernizado no início da renovação do contrato de concessão, que tem que ser adaptado para receber essas portas”.

Plataforma Uruguai após a inauguração Divulgação

Sobre o sistema de 100% de refrigeração da estação, afirmou que a estação possui um eficiente sistema de ventilação, que foi elaborado a partir de estudo térmico e testes. Usuário do transporte, o advogado Gustavo Cavaliere, de 28 anos, criticou a falta de ar-condicionado na nova estação. “Qualquer estabelecimento de pequeno porte hoje tem climatização. O Rio é uma cidade quente o ano inteiro e o ar é um requisito obrigatório. Os usuários que vão sofrer, mas já estamos acostumados com promessas não cumpridas pelo governo”, disse.

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