Comércio fechado na Praça Seca

Lojistas ficam com medo após morte de um suspeito e protesto incendiário

Por O Dia

Rio - No dia seguinte ao protesto que deixou um rastro de destruição na Praça Seca, vários comerciantes da Avenida Cândido Benício preferiram manter as portas fechadas ontem, com medo de novos atos violentos. Na quarta-feira, moradores do Morro São José Operário incendiaram três ônibus e um carro a cerca de 300 metros da 28ª DP (Campinho), após um suspeito de tráfico morrer durante operação do 9º BPM (Rocha Miranda).

De acordo com lojistas, ontem, a luz só foi restabelecida na região no final da manhã. Diversos fios foram destruídos pelo fogo. Segundo uma comerciante, confusões na região estão se tornando rotina. Em fevereiro, um ônibus foi queimado e uma estação do BRT depredada em protesto pela morte de dois moradores do Morro Bateau Mouche, também na Cândido Benício.

“Não importa o que aconteça, tudo termina com a pista fechada e ônibus incendiados. Quem perde somos nós, que ficamos no meio disso tudo”, revelou a comerciante.

Segundo a Polícia Civil, a morte de João Mario Teixeira Francisco, de 20 anos, foi ocasionada por mal súbito. Laudo cadavérico atestou que o morto tinha doença cardíaca pré-existente (miocardia hipertrófica) e não apresentava marcas de agressões. A PM disse que ele enfartou ao receber voz de prisão, versão contestada por moradores, o que desencadeou o protesto.

Na residência de João Mario, os PMs dizem que encontraram uma pistola, drogas e R$ 36 em espécie. Após o protesto, o o tenente-coronel Wagner Moretzsohn deixa o comando do 9º BPM. Assumiu o tenente-coronel Luiz Otávio da Rocha Lima. Com efetivo de 60 homens, o São José Operário conta com Companhia Destacada da PM desde janeiro.

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