Por thiago.antunes

Rio - As famílias que ocupam a Favela da Telerj, no Engenho Novo, ainda não sabem quando terão que deixar o terreno. Na sexta-feira da semana passada, a Oi, dona do espaço, conseguiu na Justiça liminar que garante a reintegração de posse da área, de 50 mil metros quadrados. Porém, até agora ainda não foi decidida a data da desocupação. Quase oito mil pessoas moram no local há dez dias.

Presidente da 55ª subseção da OAB/RJ, Humberto Cairo disse que ainda realizará nesta quinta-feira um encontro com a juíza e também com representantes da PM para debater a questão.

Famílias continuam chegando ao terreno da empresa Oi%2C no Engenho Novo%3A reintegração sem dataCacau Fernandes / Agência O Dia

Cairo destacou que a preocupação da OAB é sobre como será feita a desocupação. “Lá existem milhares de crianças, idosos, e não pode haver um derramamento de sangue”, explicou. Na tarde da última terça-feira, uma audiência realizada no Fórum do Méier terminou sem decisão. Estiveram reunidos o comandante do 3º BPM (Méier), representantes do Estado, do município, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, OAB e moradores da ocupação, além da Oi.

Os moradores denunciam descaso. “Temo um massacre, todos estão com medo. Eles estão fazendo pouco caso de nós, que não temos onde morar. Esperávamos alguma ajuda, como o aluguel social” disse Perla Soares, que é egressa do Morro do Arará, na Zona Norte.

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