Por bianca.lobianco

Rio - O policiamento foi reforçado com 50 policiais militares na região da Central do Brasil, onde, apesar do funcionamento de vários órgãos da área de segurança, um menino tentou roubar o cordão de uma mulher que estava sendo entrevistada por repórter da Rede Globo na quarta-feira. A imagem do ataque confirma denúncia de reportagem do DIA, publicada há um ano, que mostrou flagrantes de meninos roubando celulares e cordões, principalmente de mulheres na área. Após a reportagem do DIA, o policiamento foi reforçado, mas não mantido.

Por volta das 13h de ontem, horário de grande movimento, só uma viatura da PM com dois policiais fazia o patrulhamento da região. O carro estava estacionado em frente ao Centro Estadual de Diagnóstico por Imagem (Rio Imagem).

A Polícia Militar, em nota, alegou que o “problema de menores e dependentes químicos que realizam furtos na região não é só uma questão de Segurança Pública. Envolve aspectos sociais, como a questão dos menores abandonados, e aspectos de saúde, como a dependência química, além da grande reincidência de menores infratores, que após serem detidos pelos policiais, aproximadamente 40% deles voltam a cometer crimes, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP)”.

No entorno da Central, não foi difícil encontrar histórias de quem já foi vítima ou presenciou assaltos. E os relatos mostram que a ação dos bandidos já é antiga.

A recepcionista Cláudia Silva, 36 anos, foi assaltada, no Campo de Santana, há três anos. Ela contou que, enquanto falava ao celular, um jovem o tomou da sua mão. “Até tentei, em vão, persegui-lo”, disse. A também recepcionista Celma Alves, 48, e a desenhista Ângela Pereira, 49, contaram que da janela do escritório testemunham ataques. “Eles preferem ficar nas pistas do meio, pulam grades e fogem”, contou Ângela.

Já Celma reclamou do policiamento. De acordo com ela, o número de policiais é grande apenas quando alguns casos ganham repercussão. Juliana Santos, 27 anos, quase foi vítima dos bandidos, em janeiro. Na época, ela trabalhava próximo à Avenida Rio Branco e pegou um ônibus em frente à Central. Um ladrão tentou puxar o telefone. Ela mudou os hábitos: quando passa pela região, evita usar o celular.

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