Ex-namorado teria enviado torpedo com ameaça para farmacêutica assassinada

'Machucaram você, minha filha? Mataram a minha menininha', desabafava mãe ao lado do corpo de Dominique em velório

Por O Dia

Dominique foi assassinada com um tiro na cabeça em ponto de ônibusReprodução

Rio - Pouco após sair da farmácia onde trabalhava há nove meses, no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a farmacêutica Dominique Coutinho Barbosa Rosa, 28 anos, foi assassinada com um tiro a queima roupa que a atingiu na nuca. O crime ocorreu por volta das 19h de quinta-feira, no ponto de ônibus que fica na esquina da Rua 27 com a Avenida 31 de março. Testemunhas contaram que ela reconheceu o criminoso, que efetuou um único disparo e depois ainda agachou e pôs o dedo no pescoço da vítima para se certificar de que ela estava morta. A jovem, que morava em Fragoso, bairro de Magé, também na Baixada, deixou um filho de apenas cinco anos. Os ovos de Páscoa que ela havia comprado para levar para a criança ficaram caídos ao lado de seu corpo, juntamente com sua bolsa com dinheiro e documentos.

“A princípio trabalhamos com a hipótese de crime passional, pois não foram levados os pertences dela e o tiro foi dado à curta distância”, declarou o delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que esteve no local do crime e já ouviu algumas testemunhas, além de ter verificado as imagens gravadas por uma câmera de segurança existente em um estabelecimento próximo.

A Polícia agora investiga a informação de que o autor do disparo é um ex-namorado da farmacêutica. Conhecido como Fabinho, ele teria enviado um torpedo para o celular da vítima, há cerca de duas semanas, ameaçando-a após descobrir que ela estava iniciando um novo relacionamento amoroso.

Filha de uma dentista, Dominique perdeu o pai, que era diabético, há doze anos. Ela tinha quatro irmãos e estava morando com a mãe e o filho. O velório, na Segunda Igreja Batista em Fragoso, reuniu amigos e familiares, inconsoláveis com o crime. A mãe, a mais abalada, precisou ser amparada por diversas vezes. Ela sentou ao lado do caixão e ficou debruçada sobre o corpo da filha.

“Machucaram você, minha filha? Mataram a minha menininha. Minha filha, mataram a sua mãe”, desabafou a dentista Deniraci Coutinho Barbosa, 59 anos.

Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações e ajude a Polícia pode ligar para o Disque-Denúncia, através do número 2253-1177. Não é preciso se identificar e o anonimato é garantido. Quem preferir também pode entrar em contato diretamente com a DH, pelo telefone 2779-6692.

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