Por daniela.lima

Rio - De olhos às vezes vermelhos, de pelo quase sempre branquinho e muito fofos, os coelhos, símbolos da Páscoa, são a companhia ideal para quem deseja um bichinho de estimação. Silenciosos e dóceis, os animais se adaptam bem à vida dentro de apartamento ou casas sem quintal e à rotina agitada das famílias, sem muito tempo para passear com cães. Por não precisarem de tantos cuidados especiais, os coelhos têm se tornado um dos pets mais procurados por crianças e adultos.

Sensação entre as crianças%2C os mini-coelhos têm 30 centímetros%2C pesam 2 kg e vivem%2C em média%2C oito anosDivulgação


A grande sensação são os mini-coelhos que têm 30 centímetros e pesam 2 quilos, metade do tamanho da espécie maior. No criadouro Granja dos Pés, em Cachoeiras de Macacu, no interior do Rio, foram vendidos nesta Semana Santa 100 filhotes, a R$ 90, o dobro da média comercializada em outras épocas do ano.

Algumas famílias aproveitam a data para trocar o coelho de chocolate por outro de verdade. Dona da Granja, a veterinária Nathália Queiroz explica que o presente não é um objeto que pode ser descartado após a empolgação inicial. “Os coelhos vivem bastante e necessitam de dedicação até ficarem velhinhos”, orienta.

Embora cuidar de coelhos seja uma tarefa fácil, seus donos devem estar cientes de que eles vivem bastante, em média, 8 anos. Basicamente, eles precisam de água e alimentação. Nathalia explica que o ideal é oferecer 60% de frutas, verduras e legumes e 40% de ração e feno, que contém fibras que regulam o funcionamento do intestino. Como todo animal peludo, os coelhos soltam pelos pela casa. Filhotes costumam roer tudo o que encontram pela frente. Outro incômodo costuma ser o cheiro forte da urina. “Eles aprendem a fazer xixi no lugar certo”, diz a veterinária.

Quem adotou um coelho, porém, não se arrepende. Há dois anos, a moradora de Niterói, Alda Macedo, 35 anos, se presenteou com uma coelha, a Chiquinha, no Dia do Professor. Ela tinha apenas um mês de vida. “É uma companheira maravilhosa e um bichinho muito afetuoso. Não precisa tomar banho, não come chinelo, não destrói o sofá e é tão silenciosa que os vizinhos nem sabem que ela existe”, conta a professora, que costuma dar uma folha de couve picada à noite. Quando a família viaja, Chiquinha também não dá trabalho. “Eu coloco bastante água e comida e ela fica bem sozinha durante um fim de semana”, diz Alda, que discorda dos que acham que o coelho não demonstra afeição pelos donos. “Toda noite ela sobe no sofá, no cantinho dela, e fica junto comigo e meu marido”, conta. Depois dessas dicas, o importante é ver se as necessidades do coelho se encaixam no seu modo de vida e na sua rotina.

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