Por bferreira

Rio - Ao oferecer R$ 6 mil por semana a policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Camarista Méier para que não patrulhassem a localidade e R$ 5 mil em troca da liberdade, Daniel Alves Paiva, 26 anos, acabou preso na localidade conhecida como Cachoeira Grande.

Apontado pela Polícia como contador do traficante Luís Cláudio Machado, o Marreta, 39 – um dos homens fortes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) ainda em liberdade, desde que fugiu da cadeia, em fevereiro de 2012 – ele confessou que assumiu o cargo há quatro meses.

A confissão e a oferta de propina foram gravadas. Com uma câmera escondida, os PMs, lotados no Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP), registraram o momento em que Daniel ofereceu o dinheiro e revelou que Marreta está controlando as bocas-de-fumo também dos morros Jorge Turco, em Rocha Miranda, e Covanca, em Jacarepaguá, e complexos do Lins, no Lins de Vasconcelos, e do Chapadão, em Costa Barros.

Ao ser perguntado como a droga chegava no morro, onde a UPP foi implantada em outubro de 2013, respondeu: “Chegando, ué. Quer que eu cagoete o bagulho?”, e afirmou que além do valor que daria aos PMs para que eles não prejudicassem a venda de drogas, teria que separar R$ 2 mil para enviar a Marreta. Ele foi conduzido à 25ª DP (Engenho Novo), onde foi autuado por corrupção e permaneceu preso à disposição da Justiça.

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