Bando invade motel e faz dezenas de casais reféns

Criminosos usaram coletes semelhantes aos da polícia para roubar carro, dinheiro e pertences. Entre as vítimas havia um PM que teve a arma levada pelos ladrões

Por O Dia

Rio - Vestidos com coletes semelhantes aos da Polícia Civil, oito ladrões invadiram o Motel Medieval, na Rodovia Presidente Dutra, altura de Nova Iguaçu, e acabaram com a tarde romântica de pelo menos 10 casais no Domingo de Páscoa. Desses, apenas quatro compareceram à delegacia para registrar o crime.

Crime aconteceu no Domingo de Páscoa em estabelecimento na DutraJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Os bandidos fugiram levando um Honda Civic, celulares, alianças, relógios, cartões, documentos e pouco mais de R$ 800 em espécie. O estabelecimento fica no bairro da Posse, na pista sentido São Paulo. Os clientes foram mantidos reféns durante cerca de três horas. Entre as vítimas, um PM que perdeu a arma e a identidade funcional.

“Ligaram para o quarto oferecendo uma promoção de Páscoa. Eu disse que não queria, e, logo depois, a campainha tocou. Abri a porta, e um homem com colete disse que fazia operação policial e procurava bandido que estava em um dos quartos do motel. Depois, mandou ir para o corredor”, contou uma das vítimas, relatando que o criminoso aparentava ter cerca de 45 anos.

Ao chegar no corredor, ele percebeu que havia outros sete homens de colete — pelo menos três deles armados — e mais de 20 pessoas retiradas de outras suítes. Todos receberam ordem para permanecer de cabeça baixa e entregar todos os pertences.

Análise de imagens

Responsáveis pelas investigações, policiais da 58ª DP (Posse) acreditam que o valor roubado seja maior. No entanto, além de duas camareiras e uma telefonista, apenas oito pessoas compareceram à delegacia.

“Provavelmente, os outros casais não estavam acompanhados por seus parceiros oficiais e não teriam como explicar em casa o que faziam em um motel na tarde do Domingo de Páscoa", disse um dos agentes. A polícia vai requisitar as imagens gravadas pelas câmeras do circuito de segurança do estabelecimento comercial na tentativa de verificar se algum dos criminosos teve o rosto filmado.

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