Página oficial da UPP no Twitter é hackeada

Símbolo do programa de pacificação foi substituído por uma foto de DG, encontrado morto em uma creche do Pavão-Pavãozinho

Por O Dia

Rio - A página oficial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no twitter foi hackeada nesta quinta-feira. O símbolo do programa de pacificação foi substituído por uma foto de Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, encontrado morto em uma creche do Pavão-Pavãozinho, na última terça-feira.

O ataque hacker diz que a "UPP continua matando" logo em uma das primeiras mensagens. Depois, uma foto da mãe de Douglas, Maria de Fátima Silva, exibindo uma fotografia do filho com a ex-mulher da vítima e a filha, foi postada com a frase "Não vai passar em branco". O hacker se identificou como sendo do grupo Anonymous.


Perfil da UPP no Twitter foi invadido por hackersReprodução Internet

DG foi achado morto nos fundos de uma creche no Morro do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Para familiares, DG foi espancado e morto por policiais da UPP por causa de antiga rixa. Há cerca de dois anos, quando ainda trabalhava como mototaxista, DG teve o veículo apreendido pelos PMs. “Os policiais encheram o tanque da moto dele de areia”, contou a mãe. Dias depois, a moto foi furtada. Um morador contou à família que foi levada numa picape pelos próprios policiais da UPP.

Os familiares também afirmaram que DG estava sem os documentos e sem R$ 800 quando o corpo foi encontrado. A carteira de identidade e o passaporte só apareceram na 13ª DP. O dinheiro não foi encontrado. “Ele sempre saía com os documentos”, conta Larissa, ex-mulher de DG.

Segundo Laudo do Instituto Médico Legal (IML), o dançarino do programa "Esquenta", de 26 anos, morreu de "hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente”.

Inicialmente, a Secretaria de Segurança divulgou pelo Twitter que o laudo de local apontou que as escoriações de Douglas eram compatíveis com morte ocasionada por queda. A informação do laudo do IML foi obtida durante reportagem do 'Jornal da Globo'.


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