Rio - Após uma semana de acampamento na Catedral, nada mudou para as 80 famílias que foram retiradas do prédio da Oi no dia 11 de abril. O grupo reclama da falta de assistência da prefeitura e da incerteza sobre a questão de suas moradias. “Até agora não tivemos uma visita de assistente social. Estamos largados”, protesta um dos ex-ocupantes do prédio da Oi, Rodrigo Moreira, de 34 anos.
Desde o início do acampamento na igreja, a Arquidiocese do Rio vem tentando diálogo com a prefeitura.
Na quarta-feira, a Secretaria de Desenvolvimento Social ofereceu a opção de mudança para o abrigo municipal em Jacarepaguá, mas os desalojados não aceitaram.
“Querem levar a gente para um lugar onde só tem viciado. Como vamos colocar as crianças lá?”, questiona Rodrigo.
Em nota, a Arquidiocese do Rio alegou que vai permanecer dando apoio espiritual e humano aos desabrigados. “A Arquidiocese do Rio tem prestado assistência aos efetivamente necessitados.
Ao mesmo tempo, permanece em contínua mediação entre os necessitados e os poderes públicos, desejando uma solução definitiva para esta e para as demais questões ligadas à moradia”, ressalta a nota.
A Secretaria de Desenvolvimento Social cadastrou mais de mil moradores no Minha Casa, Minha Vida. Porém, a fila de espera do programa ultrapassa a casa das 400 mil pessoas.