Corpo de dançarino do 'Esquenta' foi mudado de posição, admite polícia

Para delegado que investiga o caso, no entanto, não houve erro da perícia

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil admitiu nesta sexta-feira que o corpo do dançarino Douglas Rafael Pereira, o DG, foi encontrado agachado e não deitado como havia sido divulgado anteriormente. O jornal "Extra" publicou uma foto em que DG está caído e com uma marca de tiro nas costas, contrariando a primeira versão da Polícia Civil, em que dizia que a causa da morte provavelmente tinha sido uma queda.

O delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª DP (Ipanema) que investiga o caso, entretanto, saiu em defesa dos peritos que fizeram laudo de local, na creche em que o corpo de DG foi encontrado, no Morro Pavão-Pavãozinho."É fácil fazer conclusões depois que já temos o resultado. Essa perfuração podia ser causada por outra lesão. Imagino que o perito não tenha tido condições de afirmar que era um tiro", disse o delegado.

Ribeiro contou que a perícia de local não era para identificar a causa da morte, mas sim tentar desvendar a dinâmica do crime. E que os laudos são complementares entre si. Para ele, a mudança na posição se explica pelo trabalho dos peritos ao analiisar o corpo.

Mãe de DG se recusa a encontrar governador

A mãe do dançarino, Maria de Fátima Silva, afirmou nesta sexta-feira que foi procurada pela assessoria de imprensa do Governo do Estado e que negou o convite para se encontrar com o governador Luiz Fernando Pezão. Ela disse que não quer que a morte de DG se transforme em "plataforma política".

"Não vou usar a morte do meu filho como plataforma política. O caso dele não foi isolado, já acontece muitos outros. Não preciso que ele (Pezão) encontre a família da vítima para que o caso seja investigado".

Maria de Fátima embarca para São Paulo nesta sexta-feira onde se encontrará com membros da Anistia Internacional. Ela vai conversar com dois peritos dos Estados Unidos que farão uma perícia particular. Caso haja alguma convergência com o laudo da Polícia Civil, Maria pedirá a exumação do corpo de DG, que foi morto no início da semana, no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul.

"Se o resultado do laudo não for satisfatório, vou exumar o corpo. Ele (DG) iria querer isso".

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