Comitê é criado para acompanhar situação dos antigos invasores do terreno da Oi

Dom Orani ressaltou que pretende resolver o destino dos ocupantes em no mínimo uma semana

Por O Dia

Rio - A reunião entre o Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta com representantes da sociedade civil, da prefeitura e do governo do Rio, na Arquidiocese de são Sebastião, na Gloria, na tarde deste sábado, terminou com a criação de um comitê para decidir o destino dos antigos invasores do terreno da Oi, que estão acampados na Catedral do Rio de Janeiro desde o dia 18 de abril.

O secretário do governo Davi Pereira disse que o Estado possui um alojamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste, com capacidade para acolher 80 pessoas. "Ainda tem muita burocracia para resolver. A questão do Cadastro Social pode ser uma opção favorável. Para imediato, temos um alojamento em Jacarepaguá que pode abrigar cerca de 80 pessoas".

Reunião terminou em impasse, mas comitê foi criadoFernando Souza

Já o arcebispo Dom Orani, lembrou que mesmo com a estratégia falta abrigo para mais da metade dos invasores. "Ainda falta alojamento para 100 pessoas. Neste caso, temos que dar preferência para idosos, doentes, mulheres grávidas e crianças. Temos uma previsão de no mínimo uma semana para resolver a situação trágica destas pessoas". O arcebispo ainda questionou os representantes do governo sobre o aluguel social. "Acredito que o governo do Estado do Rio de Janeiro deveria se manifestar a favor do aluguel social para os desabrigados".

Revoltado, o deputado Chico Alencar disse que o governo não se interessa pelos menos favorecidos. "Esse é um retrato do lado esquecido do Brasil". Já o desembargador Siro Darlan questionou o estado buscando uma solução, dizendo que "o estado está displicente com esta situação".

Relembre o caso

Barracos começaram a se espalhar em uma propriedade da empresa telefônica Oi, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, se multiplicaram desde que o local foi invadido no dia 31 de março. De acordo com estimativa de moradores, havia cerca de 5 mil famílias no local, batizado de Favela da Telerj. Questionados pela polícia, os habitantes disseram que não tinham condições de pagar um aluguel. Por isso, teriam deixado comunidades como a do Jacarezinho, Rato Molhado e pontos da Baixada Fluminense.

Após conflito com a polícia, os invasores foram retirados do local com muita resistência e atos de vandalismo. No dia 18 de abril, os invasores se alojaram na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro interrompendo as festividades da Semana Santa.

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