Corpo de segunda vítima morta no Pavão-Pavãozinho é sepultado na Zona Sul

Cerca de 15 pessoas compareceram no Cemitério São João Batista para a despedida

Por O Dia

Rio - O corpo de Edilson Silva dos Santos, de 27 anos, foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, por volta das 11h deste sábado. Cerca de 15 pessoas entre amigos e familiares compareceram na despedida do jovem, que sofria de deficiência mental. Edilson foi atingido com um tiro no rosto durante o protesto após a morte de DG. Os amigos fizeram uma ‘vaquinha’ no Facebook, através da página ‘Ajuda para sepultamento digno de Edilson Silva dos Santos’, para arrecadar R$ 1.203 para realizar a cerimônia.

Corpo de Edilson Silva dos Santos%2C de 27 anos%2C é sepultado no Cemitério São João Batista%2C em BotafogoCacau Fernandes/Agência O Dia

A mãe de criação de Edilson, a auxiliar de serviços gerais Simone Hilário, reafirmou que foi a polícia que matou seu filho. "Peço a Deus para ele me dar muita força, por isso que estou de pé até agora. Só quero Justiça e mais nada", pediu ela. 

Ela também comentou que Edilson e Douglas Rafael Pereira da Silva, o DG, morto na última segunda-feira também na comunidade Pavão-Pavãozinho, eram muito amigos. "Ele vivia lá em casa, eram praticamente irmãos, eram muito ligados". 

Sobre Simone ser mãe de criação, ela disse que acabou abraçando Edilson como filho. "Não importa se a pessoa foi gerada no ventre, o que importa é o que nós sentimos". 

Ele um dia apareceu na comunidade, ele era um menino muito bom, "Acabei abraçando ele como meu filho"

Simone disse que ainda não prestou depoimento na delegacia, porque está com medo dos PMs. "Eu estou com medo, ainda tenho mais sete filhos para acabar de criar, não posso correr risco". 

Ao contrário do sepultamento do dançarino DG, o enterro de Edílson não teve nenhum tipo de protesto e foi em clima de muita solidariedade. 





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