Nova gestão dos cemitérios ainda é mistério para coveiros

Profissionais ainda não sabem quem vai pagar os salários atrasados

Por O Dia

Rio - Coveiros de 12 cemitérios administrados pela Santa Casa de Misericórdia paralisaram suas atividades ontem, entre 9 e 13h, quando não foram realizados enterros. Em processo de mudança de administração — da Santa Casa para o Consócio Rio Pax —, a situação dos cemitérios cariocas preocupa os trabalhadores. Os salários estão atrasados há quase cinco meses. A mudança de gestão deixa uma série de dúvidas especialmente quanto a dívida salarial.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas do Estado do Rio, Sérgio Antônio Alves, há possibilidade de greve: “Na próxima quarta, dia 30, vamos parar novamente, dessa vez de 9h às 14h. E, no dia 11, se não houver novidades, cruzamos os braços de vez, entramos em greve”.

Cemitérios tiveram serviços paralisados durante quatro horas ontemThiago Lara / Agência O Dia

Além dos vencimentos atrasados, Alves reclama que a Santa Casa não recolhe FGTS, nem paga INSS ou férias. “São nossos direitos e a Santa Casa não respeita”, comenta. <CW-20>Outro ponto crítico é falta de informações da prefeitura. “Não sabemos o que vai ser da nossa vida, se vamos ser substituídos, quem vai pagar nossos atrasados”, lamenta um funcionário de Irajá.

A Rio Pax informou que só falará sobre acerto de dívida e destino dos funcionários após a homologação da licitação e a assinatura do contrato, que deve acontecer no dia 7 de maio.

Segundo o presidente da Comissão de Justiça do Trabalho da OAB-RJ, Marcus Vinicius Cordeiro, é comum “o novo empregador assumir os ônus do antigo, pagando dívidas salariais”. A Santa Casa informou, que “está fazendo o possível para efetuar os pagamentos”.

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