Por bianca.lobianco
Publicado 28/04/2014 21:48

Rio - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio e a Polícia Federal (PF) cumpriram, nesta segunda-feira, mandado de busca apreensão na casa do coronel-reformado Paulo Malhães, morto no dia 24 de abril, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O pedido foi aceito judicialmente, no último sábado, pelo juiz federal Anderson Santos da Silva, e teve como objetivo apreender documentos e outras provas que possam contribuir para a elucidação de crimes cometidos por agentes de Estado durante a ditadura militar.

Ex-coronel Paulo Malhães%2C que em março confessou ter sumido com o corpo do Rubens Paiva na época da ditadura%2C foi morto em casaJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Durante as buscas foram apreendidas três computadores, mídias digitais, agendas e documentos do período da ditadura, inclusive relatórios de missões nas quais Malhães participou.

Paulo Malhães foi ex-agente do Centro de Informações do Exército durante a década de 1970 e já vinha sendo investigado pelos procuradores da República em razão de sua confessada participação em desaparecimentos e mortes de opositores do regime.

Em dezembro de 2013 e março de 2014, o MPF tentou, inclusive, intimá-lo a prestar depoimento mas o militar recusou-se a receber a intimação. A recusa ocorreu antes de Malhães ser ouvido pela Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Em novembro de 2012, a família do coronel assassinado Júlio Molinas Dias entregou às autoridades documentos públicos produzidos pela repressão política ditatorial que estavam em poder do morto. Dentre os documentos entregues, havia provas da participação de Molinas e outros militares no atentado à bomba no Riocentro, crime denunciado pelo MPF à Justiça em fevereiro deste ano. 


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