Rio - O cabo da Polícia Militar, Leandro Pinto de Carvalho, foragido da Justiça apontado como o assassino de sua namorada, Fabíola da Cunha Peixoto, de 25 anos, está afastado do trabalho há quatro anos, pelo setor de psiquiatria da corporação. De acordo com a PM, Leandro está desde então licenciado para tratamento de saúde e que devido esse afastamento, não poderia mais andar armado.
Policiais da Divisão de Homicídios fizeram buscas na casa do suspeito onde a dentista foi morta, em Olaria, na Zona Norte, e encontraram R$ 63 mil em espécie, jóias e um cheque de R$ 200 mil. Um laptop foi apreendido para perícia.
Pai de Fabíola, Marcos Peixoto afirmou nesta segunda-feira que era contra o namoro da filha com Leandro. Ele afirmou que após uma crise de ciúme do PM, eles brigaram asperamente e terminaram o relacionamento, que foi reatado depois.
"Eu dizia pra ela: 'minha filha, esse rapaz me passa algo muito ruim, não volta'. Mas ela quis voltar mesmo assim", lamenta.
O corpo da dentista será sepultado nesta segunda-feira, às 16 horas, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte.
Segundo a Polícia Civil, testemunhas viram o casal chegando ao imóvel do PM por volta das 5h, na Rua Eleotério Mota. A mãe de Leandro presenciou a discussão e já prestou depoimento na DH. Ela confirmou que a briga foi ocasionado por ciúmes do filho. Fabíola foi atingida por disparos de uma pistola .40. Segundo o delegado responsável pelo caso, André Leiras, o corpo da dentista estava com perfurações de tiros no tórax e no braço. “São marcas claras de que ela tentou se defender”.
Mãe desabafa ao saber da morte da filha
"Tiraram o único bem que eu tinha. Minha filha era tudo para mim". O desabafo, aos prantos, foi feito pela dona de casa Vera Lúcia Peixoto, quando soube que Fabíola Peixoto foi encontrada morta na casa do namorado, em Olaria. "Jamais imaginei que isso pudesse acontecer. Ela era tão jovem e inteligente... Uma pessoa tranquila, que não fazia mal a ninguém. Só queria saber por que fizeram isso com minha filha?", questionou a dona de casa.