Por bferreira
Publicado 28/04/2014 01:49 | Atualizado 28/04/2014 01:50

Rio - Um dia antes da retomada do Complexo do Alemão, em novembro de 2010, reunião no 4º andar do prédio da Central do Brasil com a cúpula de Segurança acertava os últimos detalhes da operação que iria resultar na apreensão de 40 toneladas de drogas e 100 fuzis, além de prejuízo de R$ 50 milhões na contabilidade do tráfico. Os momentos finais que antecederam à fuga dos traficantes por estrada de terra na Vila Cruzeiro, cujas imagens correram o mundo, também são relembrados pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, na sua biografia recém-lançada ‘Todo dia é segunda-feira’.

Secretário de Segurança Pública José Mariano BeltrameMárcio Mercante / Agência O Dia

Em entrevista ao jornalista Sérgio Garcia, o gaúcho Beltrame narra a trajetória desde o dia em que deixou a vida simples na cidade de Santa Maria (RS) até assumir, em 2007, a Secretaria de Segurança do Rio. Na obra, Beltrame revela bastidores dos momentos mais tensos no cargo e dramas familiares como o assassinato da irmã caçula, Ana Eunice, pelo ex-marido.

O secretário enfrentou duras batalhas no combate ao tráfico e às milícias. Foi o único de seus antecessores a durar mais de três anos no cargo, deixando o que considera como um legado a instalação de UPPs que beneficiam mais de 230 comunidades. “Na minha visão, o importante é fazer e ir acompanhando os resultados, sem falsas promessas, sem cair na paralisia do mundo ideal”, afirma.

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