Por thiago.antunes

Rio - A deputada estadual Inês Pandeló (PT) vive uma situação curiosa. Por decisão judicial, ela perdeu os direitos políticos, mas continua exercendo seu mandato. Isto porque a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa driblou o artigo da Constituição estadual que prevê perda de mandato para quem perder ou tiver os tais direitos suspensos. 

No último dia 15, a desembargadora Nilza Bitar não aceitou o pedido de Pandeló de interromper os efeitos da condenação até o julgamento de recursos em Brasília.

Fora da eleição

Se a decisão não for mudada em tribunais superiores, a deputada sequer poderá disputar a próxima eleição. Mas, por conta da decisão da Mesa, exercerá seu mandato até o fim. Ela foi condenada pelo desvio de parte de salários de assessores.

Morde e assopra

O caso de Pandeló fez com que fosse apresentado na Alerj um projeto que torna automática a perda de mandato em caso de condenação. Mas, pela proposta, isso só ocorreria depois de esgotados todos os recursos nos tribunais. Pelo ritmo da justiça brasileira, isso levaria muitos anos.

Piso baixo

A Fecomércio conseguiu, no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, decisão que permite a empresas pagar salários menores que o piso estadual. Isto, caso haja acordo coletivo que fixe um valor inferior ao determinado por lei aprovada na Alerj.

Motorista insano

Por volta das 20h de terça, o motorista de ônibus da linha 434 (Grajaú-Leblon) deu uma aula de irresponsabilidade. Fez um pega com outro coletivo, avançou dois sinais vermelhos e subiu na calçada para parar num ponto na Glória. O sujeito ainda mandou beijos para quem reclamava.

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