Por bianca.lobianco

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, ofereceu denúncia contra o inspetor de policia civil M. S. P., lotado na 77ª DP (Icaraí), pela prática do crime de concussão (extorsão cometida por servidor público). Ele teria exigido a quantia de R$ 150 mil para liberar um suposto criminoso de prisão em flagrante no bairro de Itaipu, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

A denúncia foi distribuída para a 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói. O denunciado poderá ser condenado a pena de reclusão de três a oito anos e multa. A exigência de propina aconteceu no dia 23 de setembro de 2010. Durante uma busca, o policial dirigiu-se à casa da vítima e a coagiu a acompanhá-lo até a sede da 81ªDP (Itaipu) sob alegação de que a pessoa em questão estaria em situação irregular e com dois registros no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

De acordo com diversos depoimentos colhidos pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal, ao chegar a sede da delegacia, o policial civil teria feito "terror psicológico", fazendo crer que a pessoa estaria presa e exigiu do detido e de seu filho, que compareceu ao local para prestar auxílio e saber sobre o ocorrido, a quantia de R$ 150 mil para liberar o homem da prisão em flagrante e, consequentemente, da investigação no inquérito policial pela prática do crime de estelionato.

Segundo a denúncia, diante das dificuldades em obter o valor determinado, o policial civil chegou ainda a propor uma facilitação no pagamento da propina em parcelamento, exigindo um pagamento inicial de R$ 40 mil e o restante dentro de poucos dias. O filho do "acusado" manteve contato telefônico com o Órgão Correcional Policial e, ao explicar o que havia ocorrido, conseguiu evitar a prisão do pai e o pagamento da propina. Ainda assim, o crime se consumou com a exigência indevida.

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