Por thiago.antunes

Rio - Moradores do prédio onde Andreia Lima da Silva, 40 anos, foi encontrada morta, no Barreto, em Niterói, relataram que um homem encapuzado atacava mulheres no edifício. De acordo com delegado titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, Wellington Vieira, o suspeito seria o Joelson José de Souza, 39 anos, zelador do local e acusado do assassinar Andreia. Uma ex-funcionária contou, na tarde desta terça-feira, que foi abusada pelo homem quando trabalhava na limpeza do prédio.

Segundo Vieira, Joelson foi capturado com uma tornozeleira eletrônica, por ter sido condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de tráfico e roubo. Além disso, ele tem cinco passagens por estupro. O homem será transferido nesta quarta-feira para o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Andreia foi enterrada às 16h desta terça no Cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo.

Agentes da Divisão de Homicídios suspeitam que zelador tenha assassinado Andreia Lima da Silva%2C de 40 anos%2C no condomínio onde ela morava%2C em NiteróiReprodução Facebook

Corpo encontrado em sala de máquinas

O corpo de Andreia foi encontrado na manhã desta segunda-feira na sala de máquinas do Condomínio Spazio Niterói Garden, local que só é acessado por funcionários. De acordo com o necrópsia, a mulher morreu na madrugada de segunda. Marcas de espancamento, cortes no pulso e no pescoço, além de sinais de golpes na coluna foram encontradas no corpo da vítima. Andreia tinha dois filhos e havia chegado em casa por volta das 2h de domingo.

Segundo parentes, ela havia saído com o namorado. O corpo foi encontrado por um dos filhos, que saiu à procura da mãe nesde domingo. A polícia acredita que o zelador vinha assediando Andréia, que era divorciada, através de bilhetes anônimos.

Por conta dos cortes dos pulsos, os policiais trabalhavam com a hipótese de suicídio, mas as marcas de golpes fizeram os agentes descartar essa linha de investigação. Cerca de 22 pessoas, entre vizinhos, amigos, familiares e outros funcionários do edifício prestaram depoimento na delegacia.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito inicialmente negou o crime, mas depois disse que só falaria perante à Justiça. Agentes fazem busca, nesta terça-feira, por todo o edifício para tentar encontrar a arma que foi usada no crime. Eles consideram que o criminoso conhecia bem todos os cantos do prédio.

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