Por julia.sorella

Rio - Acontece na tarde deste sábado a Marcha da Maconha, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Segundo os organizadores do evento, o ato pela descriminalização da maconha, saiu do Jardim de Alah e já conta com mais de 500 pessoas e um trio elétrico para guiar os participantes, que está sendo comandado pelo grupo Planta na Mente.

A manifestação segue para o Arpoador, pela orla de Ipanema, na faixa da praia da Avenida Vieira Souto, que está interditada para o trânsito. A expectativa é de reunir 10 mil pessoas.

Entre os participantes estão o deputado federal do PSOL, Jean Wyllys, e o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que comentou o caso de um jovem que foi preso por dois meses em São Paulo por estar portando uma grama de maconha e está aguardando o julgamento do Supremo Tribunal Federal. "Um dos caminhos é apertar o STF, que já foi corajoso no caso da união homossexual", comentou o ex-ministro.

Um grupo de mães também participa da marcha pedindo a liberação do CBD, a canabidiol, uma substância derivada da maconha que é usada no tratamento de doenças raras. No Brasil, os medicamentos com esse composto ainda são proibidos. Julia Marquior, de 48 anos, que participa do ato, é mãe de Helena, de sete anos, que começou a ter epilepsia com dois anos de idade. "Maconha é uma planta como outra qualquer que pode ser usada para ajudar no tratamento da epilepsia, do câncer e da esclerose múltipla", disse Julia. "Para mim seria uma esperança", completou ela.

A organização da marcha criticou a ação de policiais que apreenderam quatro pessoas mais cedo em Magé, O grupo aguardava um ônibus que seguiria para a Marcha da Maconha. Com elas foram apreendidos sete cigarros de maconha e 10 sacolés da droga. A ocorrência foi registrada na 66ª DP (Piabetá).

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