Nossos Bichos: Mães de peludos

Elas não deram à luz filhos biológicos, mas nem por isso vão deixar de comemorar o Dia das Mães hoje

Por O Dia

Rio - Elas não deram à luz filhos biológicos, mas nem por isso vão deixar de comemorar o Dia das Mães hoje. Mulheres que adotaram um bichinho de estimação por quem desenvolveram um amor incondicional também vão celebrar a data ao lado de seus peludos do coração.

Para todas elas, o melhor presente será a companhia de seus filhotes de quatro patas. Afinal, são essas mulheres que educam suas crias, impõem limites, dão banho, saem para passear e levam ao veterinário.
O buldogue francês Jack Sparrow, de 4 anos, já engoliu um par de meias e mordeu vários sapatos de salto de sua dona. As peraltices de criança não diminuem o amor que a gerente de projetos Zaida Campbell, 42 anos, sente pelo seu ‘filho’.

A gerente de projetos Zaida vai comemorar a data em casa ao lado da mãe%2C da sogra e do buldogue Jack Sparrow%2C seu ‘filho’ de quatro patas Fernando Souza / Agência O Dia

“Não sabia que seria tão apaixonada por ele. No começo, achava que iria dar muito trabalho. Mas hoje vejo que é amor para toda a vida”, reconhece Zaida, que dedicou um espaço em seu blog (www.zblog.com.br) para o Jack, na seção ‘Amo Meu Cão’. Zaida conta que, como nas relações entre pais e filhos, várias vezes abriu mão de fazer alguma coisa para estar com Jack. “Se ele não pode ir, prefiro ficar em casa junto dele”, diz.

Como Zaida, a relação que a massoterapeuta Bárbara Martins, 43 anos, tem com a cadela Preta, 14 anos, mistura de vira-lata e pastor alemão, também é baseada no amor, carinho e respeito. “É como uma filha. A chamo de meu bebê. Quando a Preta quer alguma coisa, minha mãe diz: vai lá falar com a sua mãe. Ela então corre até mim e me leva onde ela deseja alguma coisa. Se quer água, fica em frente à geladeira e olha para o armário quando quer biscoito. Só falta mesmo falar”, revela a mãe coruja Bárbara.

A massoterapeuta Barbara trata a cadela Preta como filha há 14 anosDivulgação

Excesso de cuidados pode ser danoso

Está mais do que provado que ter um bichinho em casa faz bem ao coração do dono, seja ele adulto ou criança. Os animais são uma ótima companhia para combater a tristeza e a depressão. Para as mulheres, então, ter um pet de estimação faz com que possam exercer o lado maternal, ao ter que se responsabilizar pelo bem-estar de um novo ser e abrir mão de algumas coisas para cuidar do seu bichinho.

No desejo de agradar, algumas famílias exageram nos mimos com o animal. Para médicos veterinários, esse cuidado em excesso pode atrapalhar o animal, que tende a perder seus instintos de sobrevivência e a se tornar muito dependente do dono. Por isso, eles aconselham a respeitar a natureza do animal. O cão, por exemplo, não deve ser impedido de passear e ter contato com outros da espécie porque os donos compraram roupinhas novas para ele e não quer que a estraguem.

O limite deve ser sempre o bem-estar do pet, como explica a massoterapeuta Bárbara. “A Preta é mimada. Mas é um mimo que não prejudica o animal. É o cuidado diário de saber se ela está bem, de levá-la para passear, de oferecer uma comida especial, pagar pelo tratamentos de saúde no veterinário e deixá-la dormir na minha cama. Mas nada de exagero, porque, afinal, ela é um animal”, aconselha Bárbara Martins.

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