Por bianca.lobianco

Rio - O edifício Barão de Ladário, na Rua Primeiro de Março 118, no Centro do Rio, que abriga repartições do Ministério da Marinha em seus 22 andares, precisou ser esvaziado na manhã de ontem, depois que funcionários dos andares mais altos sentirem um tremor. A informação foi passada para o WhatsApp do DIA (98762-8248).

O Ministério da Marinha, em nota, informou que houve uma leve vibração nos andares superiores do prédio, e que a retirada de todos que estavam no local foi decidida por motivo de segurança.
De acordo com o ministério, não houve pânico e nem correria, e as pessoas que trabalhavam no prédio foram liberadas de suas funções.

Técnicos da Defesa Civil fizeram uma vistoria no local e não constataram nenhum dano à estrutura. Segundo militares que trabalham no local, a retirada dos funcionários foi feita por volta das 9h. Bombeiros civis orientaram todos a saírem do local e não houve pânico.

A Defesa Civil vistoriou também o edifício 15 da Rua Teófilo Otoni, onde também foram sentidas vibrações. De acordo com os técnicos, nenhum dos dois imóveis corre riscos estruturais.

Técnicos e engenheiros da Diretoria de Obras Civis da Marinha e equipes do Consórcio Porto Rio também realizaram vistoria no Edifício Barão de Ladário. As equipes de inspeção fizeram testes usando sismógrafos e concluíram que a causa das vibrações foi a utilização de um rompedor hidráulico, aparelho que recicla materiais de demolição, usado para a remoção de escombros de parte da Perimetral que foi implodida.

Uma das possibilidades levantadas para o prédio tremer foi a maré alta, que, segundo a Defesa Civil, dificulta a propagação das vibrações. Rochas também propagaram os tremores.

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