Por felipe.martins

Rio - O Instituto Médico Legal (IML) de Itaboraí foi totalmente interditado por falta de condições técnicas e sanitárias. A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial do estado e assinada pelo secretário estadual de Saúde, Marcos Esner Musafir. De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Técnico e Científica, Sérgio Henriques, o atendimento da região será realizado nos IMLs de São Gonçalo e Teresópolis.

As condições do prédio de Itaboraí são extramamente caóticas. A geladeira, que tem pelo menos 20 corpos, não funciona com a temperatura adequada. Por causa disso, a maioria deles está em estado de putrefação. São cadáveres que não foram procurados por familiares. O odor desagradável é uma reclamação constante dos funcionários. O mau cheiro é tão forte, que é sentido do lado de fora da unidade. Os móveis e equipamentos são velhos e a estrutura sofre, inclusive, com infiltração.

A assessoria da Polícia Civil informou que não haverá remoção destes cadáveres para outros IMLs. Apenas os que vão ser recolhidos a partir de agora é que vão para São Gonçalo e Teresópolis. A assessoria não quis dizer quanto tempo o IML vai ficar fechado. A inspeção foi feita pela Superintendência de Vigilância Sanitária no dia 18 de março. O não cumprimento da determinação pode resultar em multa.

Decisão ignorada

Nesta segunda, o dia foi normal no IML, apesar da ordem para ficar fechado. Até os agentes funerários que costumam ficar no local trabalharam. Um funcionário, que preferiu não se identificar, contou que eles não foram comunicados ainda pela direção sobre a interdição. Ontem ainda estava sendo feito atendimento ao público. Uma das preocupações dele é se haverá remanejamento para outro lugar. “Não sabemos nem se a gente tem que vir trabalhar amanhã (hoje). Aqui está cheio de problemas, mas outros IMLs, como o de Duque de Caxias, estão em péssimo estado”, afirmou o funcionário.

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