Por felipe.martins
Publicado 17/05/2014 01:04 | Atualizado 17/05/2014 01:14

Rio - “Ser carioca é ter aderido à cidade e só se sentir completamente em casa em meio à sua adorável desorganização”, definiu Vinicius de Moraes, em sua crônica ‘Estado da Guanabara’. Às vésperas da Copa do mundo, em meio a obras, trânsito complicado e protestos, turistas de todo o mundo começam a desembarcar na cidade. Apesar de tudo, há algo que é unanimidade entre os estrangeiros ouvidos pelo DIA: as belezas da cidade e a receptividade do carioca compensam os problemas.

Os suecos Johan e Linnea prometem torcer pela Seleção BrasileiraErnesto Carriço / Agência O Dia

“Já viajei o mundo inteiro, e o que me chamou mais atenção aqui foram as pessoas. São muito simpáticas, receptivas e têm paciência com a gente que não fala português. Além disso são muito sensuais”, disse a americana Tressa Versteey, 21 anos, que aproveitava para pegar sol na Praia de Ipanema. A turista pretende ficar até o fim da Copa do Mundo.

O secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, disse nesta sexta-feira que já há mais de 500 mil pessoas de outros países com ingressos para o Mundial no Brasil, número que superou a expectativa. Segundo o governo federal, ao menos um terço deste total passará pelo Rio e um sexto ficará hospedado na cidade. É o caso do casal sueco Johan Person, 22, e Linnea Stevenson, 21. Apaixonados pela música brasileira, eles pretendem visitar os lugares onde surgiu a bossa nova.

“Nos conhecemos ouvindo Tom Jobim e parece que ouço esta trilha sonora quando caminho pelo calçadão. O Rio tem um povo caloroso e paisagem cinematográfica. Espero que antes de voltar a gente comemore o título do Brasil na Copa”, contou Johan. Vendedor ambulante de mate, Jair de Souza, 53 anos, diz que turista não gosta de cerimônia. “Eles querem ser tratados como cariocas. E quem não se apaixona por essa cidade?"


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