Por thiago.antunes

Rio - Quando a bola começar a rolar para os jogos da Copa, turistas que estiverem no Rio não poderão desfrutar de um dos mais tradicionais cartões-postais da cidade, os bondes de Santa Teresa. Em seis meses, apenas 20% dos trilhos foram colocados, o equivalente a três quilômetros dos 14,4 necessários (7,2 de subida e 7,2 de descida) na primeira etapa das obras, prevista para ser concluída em março.

Ex-secretário da Casa Civil do estado, Régis Fichtner chegou a prever que os novos bondinhos estariam circulando em junho, mas a assessoria da pasta informou que o planejamento atual é para o início de julho, após a abertura do Mundial. Em 4 de maio, a coluna ‘Cenas Cariocas’, de Alexandre Medeiros, no DIA, já tinha adiantado que era visível a impossibilidade de reinauguração antes da competição.

Pelo lento andamento das obras%2C Associação de Moradores não acredita nem em nova previsão para julhoAlexandre Medeiros / Agência O Dia

Sobre o atraso nas obras, a Secretaria da Casa Civil do Estado informou que, para não interditar completamente algumas ruas do bairro e causar mais transtornos aos moradores, optou por instalar um trilho de cada vez (subida e descida). Ainda segundo o órgão, 120 operários trabalham para que o bondinho entre em circulação em julho. Simultaneamente, também estão sendo feitas obras de modernização nos sistemas de água, gás e drenagem, para atender os moradores de Santa Teresa.

Segundo Jacques Schwarzstein, diretor de Transportes da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), a previsão de reinauguração dos bondinhos em julho é mais que otimista. “O bonde não estará pronto para a Copa e nem para este ano. Se desde novembro de 2013 fizeram tão pouco, não podemos acreditar que, de uma hora para outra, tudo vai desandar”, afirma. “Não são só os turistas que sentem falta do bondinho, mas milhares de moradores que usavam a condução para se locomover pela região”, lamenta. A primeira etapa vai contemplar o trecho entre as estações Carioca e Dois Irmãos.

Projeto de R$ 110 milhões

Cerca de R$ 110 milhões é o valor investido pelo governo no projeto, que inclui a colocação dos trilhos, da rede aérea dos cerca de 16 quilômetros de vias, a subestação de elétrica para fornecimento de energia para o sistema e a aquisição dos novos bondes. A frota será composta por 14 veículos. Sete comportam 24 pessoas e são adaptados para transportar cadeirantes.

Outros sete, têm capacidade para 32 passageiros. Segundo a Casa Civil do estado, os novos bondes já estão sendo testados na fábrica. “Ter nosso bonde de volta é o sonho de todo morador de Santa Teresa”, diz Jacques Schwarzstein, diretor de Transportes da Amast. O segundo trecho, até a Estação Silvestre, está previsto para o fim do ano.

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