Rio - Um homem que estava em liberdade condicional há apenas cinco dias foi baleado e preso por policiais do 12ºBPM (Niterói) durante um sequestro-relâmpago no bairro de Icaraí, Zona Sul de Niterói, Região Metropolitana do Rio, na noite desta terça-feira. Ele é acusado de render um empresário e a namorada dele. O criminoso usava uma tornozeleira eletrônica. O casal nada sofreu.
A abordagem às vítimas ocorreu por volta das 21h, na Avenida Sete, nas imediações da Praia de Icaraí, região nobre de Niterói, quando o empresário esperava por sua namorada no carro. Após roubar pertences das vítimas, Huberbam de Souza da Silva obrigou o homem a seguir no Ford Focus até um caixa eletrônico na Rua Gavião Peixoto. Ele foi obrigado a realizar saques enquanto a namorada era mantida refém dentro do veículo com uma arma apontada.
Discretamente, já dentro do banco, o empresário pediu ajuda a dois clientes. Um deles acionou uma patrulha do 12ºBPM que estava nas imediações. No local, os PMs encontraram as vítimas dentro do carro e ainda sob a mira do suspeito. A mulher conseguiu fugir, enquanto o homem tentou desarmar o bandido. Huberbam acabou baleado e preso por um dos policiais.
O bandido ferido foi socorrido no Hospital Estadual Azevedo Lima, no bairro do Fonseca, onde está sob custódia. Segundo a Polícia Civil, Huberbam tinha sido preso por roubo em 2006 e 2008 e estava em liberdade condicional e usava uma tornozeleira eletrônica de monitoramento. Um revólver calibre b38 e munição foram apreendidos.
O registro do caso foi feito na 77ª DP (Icaraí).
Zelador com tornozeleira desligada matou dona de casa
Em outro caso recente em Niterói, um zelador de um prédio matou uma dona de casa após estuprá-la no edifício. O bandido estava com o aparelho, mas não o havia carregado, o que impossibilitava seu rastreio. Ele foi capturado dias após o crime. Joelso José de Souza, de 39 anos, acusado de matar Andréa Lima da Silva, de 40, por asfixia no dia 4, em um prédio no Barreto, em Niterói, estava com a tornozeleira de monitoramento desligada.
A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), que relatou estar sem comunicação com Joelso desde o dia 17 de fevereiro. Desde então, segundo o órgão, ele foi considerado evadido do sistema.
Ainda segundo a Seap, a obrigação de carregar o aparelho de monitoramento seria do acusado. O fato foi comunicado à Vara de Execuções Penais (VEP). Com a falta de monitoramento, não seria possível identificar o deslocamento do porteiro no horário do crime. Joelso também foi condenado a 12 anos de prisão por tráfico e roubo e estava em liberdade há 1 ano e 8 meses e conseguiu o emprego de porteiro, graças à esposa, funcionária do prédio.