Por thiago.antunes

Rio - Os casos de tuberculose no Tribunal de Justiça (TJ) — acompanhados com exclusividade pelo DIA desde o início do mês — subiram a níveis alarmantes, segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (SindJustiça). “Na Divisão de Protocolo trabalham 55 pessoas, 44 delas detentos que dormem na cadeia e teriam trazido a doença para o tribunal. Nesse setor, todos os que fizeram exames estão contaminados pelo bacilo. No Protocolo Geral, surgiu mais um caso”, denunciou o coordenador-geral do SindJustiça Alzimar Andrade.

O pânico estaria tomando conta dos servidores e dos que frequentam o protocolo, setor que recebe um público diário de mil pessoas. Nesta terça-feira, janelas foram abertas e o ar-refrigerado desligado. Dois médicos deram palestras ontem, mas segundo o professor de pneumologia da Uerj, Arnaldo Noronha, quem está com a doença precisa ser afastado: “A pessoa precisa ser tratada no sistema público de saúde para parar de transmitir o bacilo, que fica suspenso no ar, em ambientes fechados, por horas”.

A Secretaria de Administração Penitenciária informou que não foi comunicada de nenhum caso de tuberculose entre presos. O TJ, publicou, em seu site, nota em que reconhece três casos e explica medidas como o afastamento de funcionários com suspeita de contaminação. Segundo o TJ, a Secretaria de Saúde ratifica não existir surto de tuberculose no tribunal.

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