Por paloma.savedra

Rio - Cerca de 600 policiais civis, que participam da paralisação de 24 horas da categoria, fizeram concentração em frente à Cidade da Polícia, no Jacaré, desde a manhã desta quarta-feira. O objetivo é reunir o maior número de agentes para assembleia da categoria, no Club Municipal. 

Desde a manhã desta terça-feira, a imprensa foi proibida de entrar na Cidade da Polícia, ponto de encontro dos manifestantes. Revoltados com a medida, os policiais fizeram protesto e fecharam a Avenida Dom Helder Câmara por cinco minutos.

Policiais se concentram em frente à Cidade da Polícia%2C de onde sairão para assembleia da categoria na TijucaVania Cunha / Agência O Dia

O chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, conversou com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol), Francisco Chao, e negou que houvesse alguma restrição ou proibição da entrada da imprensa, que acompanha os rumos do movimento da categoria no local. 

Veloso também realizou coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, na Cidade da Polícia.

Clima é tranquilo entre os agentes

Apesar de revoltados com a situação salarial, o clima entre os policiais é de tranquilidade. Eles estão decidindo neste momento se vão em carreata ou se farão caminhada para o Club Municipal. 

A remuneração-base de um policial em início de carreira gira em torno de R$ 939,14. Com as gratificações por tempo de serviço, cargo e do programa Delegacia Legal, pode chegar a R$ 3.700. A categoria quer que este último benefício, de R$ 850, seja incorporado ao salário, entre outras reivindicações.

O governador Luiz Fernando Pezão pediu um prazo até o dia 10 de junho para buscar uma solução. No entanto, os policiais alegam que não podem esperar até a data, pois a Copa começa no dia 12. Diante disso, eles sinalizaram para a possibilidade de uma greve - e não apenas paralisação. 

Delegacias têm baixa procura durante paralisação

Os policiais civis do Rio registram, nesta quarta-feira de paralisação da categoria, uma redução da procura por atendimento nas delegacias da cidade. Na 21ª DP(Bonsucesso), uma das unidades com maior número de demandas, por exemplo, o público era menor do que o de costume.

Além disso, apesar da forte adesão dos policiais à paralisação, e o efetivo reduzido de agentes nas delegacias, o atendimento não foi prejudicado. Nesta manhã, O Dia percorreu algumas unidades - como a 5ª DP(Gomes Freire), 17ª DP(São Cristóvão), e 21ª DP(Bonsucesso) - e o Instituto Médico Legal (IML), e constatou que o número de funcionários foi suficiente para atender a população.

Os policiais - com exceção dos que estão de plantão - estão sendo liberados para a concentração marcada para esta tarde, a partir das 14h, na Cidade da Polícia, antes da assembleia no Club Municipal, na Tijuca. O objetivo é reunir os agentes, para que todos sigam em passeata até o local.

Por meio de nota, a assessoria da Polícia Civil informou que a população pode pré-agendar o registro de ocorrência pela internet, através do site www.policiacivil.rj.gov.br, onde encontrará o link. Apenas crimes de roubo de carro e homicídio não podem ser pré-registrados.

>>> LEIA MAIS: Metrô vai disponibilizar trem em Maria da Graça para policiais irem à Tijuca



Você pode gostar