Por thiago.antunes

Rio - A menos de um mês para o início das convenções, intensificam-se as tratativas para aumentar o poder de fogo de cada candidato ao Palácio Guanabara. Em reunião informal com senadores do PMDB, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que vem ao Rio, talvez ainda esta semana, para fazer campanha para Lindbergh Farias (PT). Lula estaria disposto também a pedir votos para o ex-governador Sérgio Cabral ao Senado.

Com isso, Lula tenta estancar a debandada do PMDB fluminense para candidatura à Presidência do tucano Aécio Neves, garantindo apoio à reeleição de Dilma Rousseff. A avaliação de petistas é que, ao declarar apoio a Cabral, Lula estaria também apoiando o governador Luiz Fernando Pezão. “Seria um apoio duplo”, resumiu um petista.

Mas a conversa de Lula foi rechaçada pelo PMDB do Rio. “Não vamos aceitar isso”, afirmou um dos dirigentes da sigla.

Paralelamente à briga PMDB/PT, o PDT confirmou o nome do deputado estadual Felipe Peixoto como vice na chapa de Pezão. A questão agora é o PMDB arranjar uma posição de destaque para o PSD do ex-prefeito paulista Gilberto Kassab. A reeleição de Pezão conta com apoio de 15 partidos.

Aos poucos, os pré-candidatos ao governo do Rio começam a fechar as alianças para as eleições de outubro. Miro Teixeira, do Pros, tem o apoio do PSB, abrindo palanque para Eduardo Campos e Marina Silva no Rio. Miro diz esperar que Romário (PSB) confirme sua candidatura ao Senado. Ele também trabalha para ter o PPS na chapa. Mas esse partido estaria propenso a aderir à candidatura de Cesar Maia (DEM). Segundo o deputado Comte Bittencourt, é mais natural para o PPS caminhar com o PSDB, um aliado histórico, que deve apoiar o DEM.

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